“O primeiro passo para a missão é SAIR. Sair de si mesmo, dos seus costumes, do seu circulo familiar ou de amigos. Sair dos seus preconceitos e de suas posturas definidas. Sair para ir ao encontro do outro”.
“Sai da tua terra, da tua parentela e da casa do teu pai, para a terra que te mostrarei.” (Gênesis 12, 1). Assim começa a história de Abraão e, portanto, a história do povo de Israel, como relata o livro do Gênesis.
Sair de onde estamos estabelecidos, onde está tudo organizado, onde estamos acostumados.
Sair da sua terra como Abraão, várias pessoas foram convidadas a fazê-lo. Mas podemos sair também da nossa casa para ir ao encontro da realidade que nos cerca, para ir ao encontro das pessoas tão perto de nós e tão longe no mesmo tempo, que, às vezes, nem sequer conhecemos o nome!
Foi isso que fez Moisés: “Naqueles dias, Moisés cresceu e saiu para ver os seus irmãos e, viu as tarefas que pesavam sobre eles” (Êxodo 2, 11). Ele saiu do palácio onde estava levando uma vida tranqüila, para ver a realidade em que viviam seus irmãos de sangue. Após a sua intervenção mal sucedida, ele teve que sair até do país do Egito e se refugiar em Madiã. É de lá que ele sairá para a sua missão libertadora.

A missão começa desinstalando, porque ela parte de um desejo de comunicar uma Boa Nova. É como um fogo que arde por dentro como se exprime o profeta Jeremias: “Quando eu pensava: não me lembrarei dele, já não falarei em seu Nome! Então isso era no meu coração um fogo abrasador” (Jeremias 20, 9). A missão nos faz quebrar as barreiras da discriminação, seja social, seja racial ou religiosa. Por isso a missão é universal. Abraão vai de Ur da Caldéia até Harã, de Harã até Canaã, de Canaã até o deserto do Negueb, e do deserto do Negueb até Egito, “de acampamento em acampamento” (Gênesis 12, 9). O missionário não se prende a um lugar, a um grupo, a uma família, ele vai sempre mais para frente: “Jesus disse-lhes: vamos a outros lugares, às aldeias da vizinhança, a fim de pregar também ali, pois foi para isso que eu saí. E foi por toda a Galiléia, pregando nas suas sinagogas e expulsando os demônios” (Marcos 1, 38-39). Nós teremos oportunidade de rever isso também no livro dos Atos dos Apóstolos com os grandes missionários Paulo de Tarso, Barnabé, Timóteo... Eles saem cada vez mais longe e até as extremidades da terra. A missão recebida por Abraão o torna bênção para todos (universal): “Por ti serão benditos todos os clãs da terra” (Gênesis 12, 3).
Toda cristã, todo cristão é missionária (o). Não está muito certo uma pessoa declarar: “eu, padre, vou da minha casa para a igreja e da igreja para minha casa...” Onde está a missão nesta atitude que se quer cristã? Ninguém vai ao encontro dos outros por curiosidade, saber o que se tem na casa do vizinho, vai para levar uma palavra de conforto, de ânimo: “O Senhor Deus me deu uma língua de discípulo para que eu soubesse trazer ao cansado uma palavra de conforto” (Isaías 50, 4). É nisto que consiste a “bênção”.

“Sê uma bênção”! O missionário é uma bênção para todas as pessoas que ele encontra pelas palavras que ele traz, mas também pelas atitudes que ele toma perante as pessoas. Se animado pelo Espírito Santo, ele irradia os frutos do Espírito Santo: “amor, alegria, paz, bondade, paciência, mansidão...” (Gálatas 5, 22). Quando Abraão se esquece da sua missão e engana o Faraó do Egito, afirmando que Sara não é a sua esposa, e sim a sua irmã. Então Faraó toma Sara como esposa, mas cai sobre o Egito a desgraça: “então Deus feriu Faraó com grandes pragas, e também sua casa por causa de Sara” (Gênesis 12, 10-20).
Estamos aqui diante de uma atitude importante do missionário: conhecer e se adaptar à cultura das pessoas que ele vai encontrar. A primeira atitude do missionário é a “compreensão”. Compreender significa abraçar a maneira de se comportar, de pensar do outro. Levar a boa nova da fé em Jesus Cristo, não é levar a nossa cultura, o nosso modo até de viver a fé. É, antes de tudo, permitir o encontro entre a pessoa e Jesus. Foi a missão de João Batista: “Ao ver Jesus que passava, João disse: Eis o cordeiro de Deus. Os discípulos ouviram-no falar e seguiram Jesus. Jesus perguntou: o que estão procurando? Responderam: Mestre onde tu moras? Jesus respondeu: venham e vejam. Eles foram e permaneceram com ele naquele dia” (João 1, 35-39).

Para continuar a reflexão:

1-
Já participou de missões populares? O que você achou mais difícil?
Para desempenhar bem a minha missão, de que devo me desprender em
primeiro lugar?

2- Como posso ser uma “bênção” hoje na minha realidade?

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